Os acordos de Gbadolite

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Foi assinada a 22 de 1989 um Plano de Paz entre o governo angolano e o líder da UNITA em Gbadolite (‘‘ГДЕ БОЛИТ’’), no Zaire. Cinco dias depois o Governo denuncia a violação, por parte da UNITA, do acordo de cessar-fogo e Jonas Savimbi desmente ter aceite o seu afastamento na cena política.

Face à falha do acordo de Gbadolite em 1990, Angola prescinde a mediação Zairense e opta pela portuguesa. Várias reuniões realizam-se em Portugal entre delegações do Governo e da UNITA, sem quaisquer resultados. Portugal defendeu a participação futura de observadores norte-americanos e soviéticos.

Gbadolite foi uma vitória de diplomacia africana, foi o trilhar do caminho para alcançar a paz por via de dialogo a comunidade internacional assistiu o histórico aperto de mão entre o presidente da UNITA (Jonas Savimbi) e o ex-presidente de angolano.

No dia 25 de Abril de 1989 o antigo presidente da república de angola recebeu a visita do presidente do Zaire Mobuto, Sese Sekou, na cidade de Luanda para falar a cerca da situação politica e militar de Angola e da região, também abordaram sobre os resultados do acordo assinados em nova Iorque na data de 22 de Dezembro de 1988. A vinda do Presidente do Zaire a Angola fortaleceu ainda mais a suas relações no sentido Económico e político entre os dois estados, A república do Zaire chegou mesmo a influenciar no sentido de levar a Republica de Angola à paz.

Partindo destes factos , reunirão em Kinshasa no dia 27 de Abril os presidentes do Zaire e, do Gabão e do Congo Brazzaville  para estudar as vias e os meios para ajudar o governo de Angola a conquistar a paz. onde chegaram a conclusão de realizar uma cimeira em Lusaka, cimeira esta que chegou a ser realizado no mês seguinte em Luanda.

Chegando a data 16 de Maio de 1989, Os dois presidentes José Eduardo dos Santos e Maputo presidente do Zaire voltaram a encontrar-se durante a cimeira de Luanda onde estavam reunidos também os presidentes da Zâmbia, Keneth Kaunda, do Gabão, Omar Bongo, de São Tomé e príncipe, Manuel pinto da Costa, de Moçambique Joaquim Chissano, da republica popular do Brazzaville, Denis Sasso Nguesso, de Zimbabwe, Robert Mogabe, visando encontrar uma solução para a crise em Angola.

Nesta cimeira, o governo de angolano submete ao mediador Mabuto  Sese Sekou, um plano de paz para Angola, sendo para o partido da  UNITA um processo de rendição, do que um processo de reconciliação. As desavenças que já haviam desde o os tempos remotos renovaram-se de forma mais notável entre os dois paridos a partir , tudo porque a UNITA, procurava a revisão da constituição e a realização de eleições gerais em Angola e o governo de angolano pretendia a manutenção das instruções  e instituições do estado. as duas partes entraram em desavenças. Porque o governo angolano e o presidente da Unita não conheciam as verdadeiras e recíprocas intenções, não conheciam os respectivos plano da paz.

O plano de paz do governo assentava nos seguintes pontos:

  • Respeito pela constituição e pelas principais leis da República de Angola
  • Cessar de todas interferências externas nos assuntos internos de Angola
  • Integração da UNITA nas instituições da Republica de Angola
  • Aceitação do afastamento voluntário e temporário de Jonas Savimbi da cena politica angolana os seus ideias  eram diferentes e Jonas Savimbi não aceitaria sua integração nem o seu afastamento da vida politica angolana e a sua organização não se encontrava militarmente debilitada.

No final desta conferência foi publicado um comunicado com três pontos:

  • A vontade de todos os filhos de Angola de porem fim a guerra e proclamarem perante o mundo a reconciliação nacional;
  • A cessão de todas as hospitalidade, assim como a proclamação de cessar fogo, cuja a data de entrada em vigor é fixada para as  zero horas do dia 24 de Junho de 1989;
  • A constituição de uma comissão encarregue de estabelecer as modalidades de aplicação deste plano que visa a reconciliação nacional sob a medição do presidente do Zaire.

Para reconciliar os irmão desavindos, no mês de Junho, os 8 chefes de Estados que se haviam reunidos em Luanda, juntaram-se outros 14, perfazendo o número de 22 chefes de Estados e de Governo em Gbadolite (Zaire) numa cimeira que ficou conhecido por Cimeira de Gbadolite e que teve lugar a 22 de Junho de 1989. As ideias de resolver o problema do conflito por via de conversão tornaram-se um facto. Tratou-se de uma tentativa de resolução de conflito armado num país africano com forte conotação regional através de uma mediação africana, na base de experiência africana.

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