A essência do belo

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A essência do belo

Desde a Antiguidade Clássica que os filósofos se interessam pelo belo e reflectiram sobre ele.

       Platão entendeu a arte como urna imitação da natureza, que é, por sua vez, copia das ideias do mundo das ideias, de acordo com a sua concepção do mundo. O alvo da imitação é o belo.

     Aristóteles, contradizendo o seu mestre Platão, afirma que a arte não é apenas a imitação da Natureza. Trata-se não de uma mera reprodução da Natureza, mas Sim de uma reprodução com a intensão de a superar.

      Para o italiano Gianbattista Vico (1668-1744), a arte é um modo fundamental e original de o homem se expressar numa determinada fase do seu desenvolvimento. O desenvolvimento viquiano do homem é composto por três etapas: a dos sentidos, a da fantasia e a da razão.

      A arte é a expressão humana na fase da fantasia. Nesta fase, o homem exterioriza a sua percepção da realidade através de criações fantásticas: poemas, mitos, pinturas, etc.

       Esta posição foi contestada por Kant, que nega que a arte seja imitação da natureza da realidade. Numa obra de arte, a sensibilidade expressa o universal no particular, o inteligível no sensível, o número no fenómeno. Dito por outras palavras, pela obra de arte, o homem contempla realidades meta-empíricas que jamais seriam acessíveis sua sensibilidade; estimula-se o prazer estético que deleita o homem.

      A arte como a mais sublime expressão humana da natureza e do universo opõe-se à própria Natureza que o homem pretende exprimir e interpretar. Quando é a simples manifestação do belo (obras belas), denomina-se belas-artes (designação comum às artes plásticas, sobretudo a pintura, a escultura e a arquitetura). Como afirma Platão em Fédon, sendo a beleza Luna ideia absolutamente perfeita, é o fim em si e ama-se por si própria. Porém, quando a arte visa fins lucrativos, denomina-se artes úteis (são as artes mecânicas). Estes dais tipos de obras artísticas diferem um do outro, tal como a belo difere do útil. Pois se o belo se ama em virtude de si próprio, o útil ama-se em virtude do fim diferente de si mesmo. O útil é relativo.

 

Bibliografia

GEQUE, Eduardo; BIRIATE, Manuel. Filosofia 12ª Classe – Pré-universitário. 1ª Edição. Longman Moçambique, Maputo, 2010.

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