Paz e Reconciliação em Moçambique: entre avanços e recuos. Análise da Implementação do Acordo sobre o Processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (1992 – 2019)
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Apesar de Moçambique ser considerado um caso exemplar de pacificação, o processo
incompleto de desarmamento, desmobilização e reintegração sócio-económica de ex-
combatentes da Renamo e a ausência de uma reconciliação efectiva entre o Governo e a
Renamo, prejudicaram a consolidação de paz. A reintegração social e económica completa de
ex-combatentes na sociedade contribui para a paz sustentável, reconciliação, estabilidade e
desenvolvimento a longo prazo. Mas passa pela criação de alternativas políticas, meios de
subsistência viáveis, perspectivas socio-económicas sólidas e uma estreita colaboração com a
sociedade civil para que os ex-combatentes vejam os benefícios de não o uso de violência.
Este estudo analisa a implementação do acordo sobre o processo de desarmamento,
desmobilização e reintegração (1992 – 2019). Os dados que enformam a análise foram
colectados pela triangulação de diferentes técnicas, desde a pesquisa bibliográfica, a pesquisa
documental e entrevistas semi-estruturadas. Concluiu-se que, embora Moçambique, tenha
registado os principais avanços resultantes da implementação do AGP, como a desmobilização de um grande número de ex-combatentes e a abertura de um campo para o
desenvolvimento da democracia multipartidária, o ressurgimento da violência armada em algumas províncias do país representou um grande retrocesso, decorrente do não cumprimento efectivo das medidas do DDR estabelecidas no Acordo de Roma e a forma como os processos eleitorais são organizados.
incompleto de desarmamento, desmobilização e reintegração sócio-económica de ex-
combatentes da Renamo e a ausência de uma reconciliação efectiva entre o Governo e a
Renamo, prejudicaram a consolidação de paz. A reintegração social e económica completa de
ex-combatentes na sociedade contribui para a paz sustentável, reconciliação, estabilidade e
desenvolvimento a longo prazo. Mas passa pela criação de alternativas políticas, meios de
subsistência viáveis, perspectivas socio-económicas sólidas e uma estreita colaboração com a
sociedade civil para que os ex-combatentes vejam os benefícios de não o uso de violência.
Este estudo analisa a implementação do acordo sobre o processo de desarmamento,
desmobilização e reintegração (1992 – 2019). Os dados que enformam a análise foram
colectados pela triangulação de diferentes técnicas, desde a pesquisa bibliográfica, a pesquisa
documental e entrevistas semi-estruturadas. Concluiu-se que, embora Moçambique, tenha
registado os principais avanços resultantes da implementação do AGP, como a desmobilização de um grande número de ex-combatentes e a abertura de um campo para o
desenvolvimento da democracia multipartidária, o ressurgimento da violência armada em algumas províncias do país representou um grande retrocesso, decorrente do não cumprimento efectivo das medidas do DDR estabelecidas no Acordo de Roma e a forma como os processos eleitorais são organizados.
Apesar de Moçambique ser considerado um caso exemplar de pacificação, o processo
incompleto de desarmamento, desmobilização e reintegração sócio-económica de ex-
combatentes da Renamo e a ausência de uma reconciliação efectiva entre o Governo e a
Renamo, prejudicaram a consolidação de paz. A reintegração social e económica completa de
ex-combatentes na sociedade contribui para a paz sustentável, reconciliação, estabilidade e
desenvolvimento a longo prazo. Mas passa pela criação de alternativas políticas, meios de
subsistência viáveis, perspectivas socio-económicas sólidas e uma estreita colaboração com a
sociedade civil para que os ex-combatentes vejam os benefícios de não o uso de violência.
Este estudo analisa a implementação do acordo sobre o processo de desarmamento,
desmobilização e reintegração (1992 – 2019). Os dados que enformam a análise foram
colectados pela triangulação de diferentes técnicas, desde a pesquisa bibliográfica, a pesquisa
documental e entrevistas semi-estruturadas. Concluiu-se que, embora Moçambique, tenha
registado os principais avanços resultantes da implementação do AGP, como a desmobilização de um grande número de ex-combatentes e a abertura de um campo para o
desenvolvimento da democracia multipartidária, o ressurgimento da violência armada em algumas províncias do país representou um grande retrocesso, decorrente do não cumprimento efectivo das medidas do DDR estabelecidas no Acordo de Roma e a forma como os processos eleitorais são organizados.
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