Revolta de Bárué

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Origem e formação

Com a decadência do estados Mwenemutapas, barue fortaleceu-se com o comercio de ouro e marfim, o que permitiu adquirir armas e munições, conseguindo assim manter a sua autonomia.

Com derrota dos estados militares do Vale de Zambeze pelos Portugueses, emergiu Barue como único grande reino desta região fora do controlo Português, constituído no fim do século XIX, o maior centro da actividade anti-colonial.

No inicio de do século XX, a região foi dominado pelos Portugueses e os seus chefes Ndogwe-Ndongwe e Makossa estavam divididos, enfraquecidos e sem forças e moral para lutarem contra os portugueses. Ndongwe-Ndongwe, mobilizou os achicundas, os Senas, Torwa e Nsenga, a formarem uma grande coligação anti-colonial Zambeziana que a 27 de Marco de 1917 iniciou a revolta com a tomada de Chemba, Tambara e Chiramba.

O aparecimento do Mbenga (possuidor de espíritos divinos) que denunciava os abusos dos Portugueses e apelava a rebelião que unisse os dois chefes  que se juntaram lutar contra a ocupação colonial.

Causas da revolta de bárué

Recrutamento compulsivo da mão-de-obra e sem remuneração na construção de uma estrada, ligando Tete à Macequece, passando pela terra dos Bárue ;

Abusos de sipaios aos trabalhadores recrutados em 1914.

Preparação da rebelião

Nas vésperas da rebelião em virtude das guerras de 1902, esta importante comunidade do Zambeze estava dividida em duas chefaturas : Nongue – Nongue com a capital em Mungari e Matrosa, primo de Nongue, que governava os territórios do sul do interior de Gorongosa.

O aparecimento na cena politica zambeziana de uma jovem de nome Mbuya, Nongue – Nongue para levar a cabo os seus intentos iniciou um intenso trabalho diplomático, visando a formação de uma ampla coligação anti-colonial zambeziana.

Início da rebelião

A revolta de Bárue iniciou a 27 de Março de 1917, quando Chemba, Tambara e Chiramba foram atacados e paralelamente os camponeses de Sena e Tonga se soblevaram.

Em Abril os portugueses foram expulsos de Massangane, Cheringoma, Gorongosa e Inhaminga. Instalaram-se na companhia de Moçambique. Os Barue cercaram Tete, Zumbo estimulando outros povos ainda oprimidos (sobretudo os do sul).

 

Bibliografia  

Departamento da Historia Universidade Eduardo Mondlane. História de Moçambique. Livraria Universitária,  Maputo, 1982;HEDGES, David. Moçambique no auge do colonialismo 1930-1961. Livraria Universitária Eduardo Mondlane, volume 2, Maputo, 1999;

NEWITT, Malyn. História de Moçambique. Mem-Martins, Publicações Europa-América, 1997

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