A formação da Monarquia Inglesa

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O feudalismo teve início em 476, com o fim do Império Romano do Ocidente, e findou-se em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos Turcos. Mas embora esses sejam os marcos, o feudalismo desestruturou-se aos poucos, devido a vários factores, que ajudaram na formação das monarquias nacionais. Entre os factores que enfraqueceram o feudalismo, podemos destacar: desaparecimento da servidão, revoltas camponesas, desenvolvimento do comércio e o enfraquecimento do poder feudal, surgimento de uma nova classe, a burguesia.

Durante a Idade Média a Europa encontrava-se divida em diversos reinos, com o poder descentralizado, nas mãos de senhores feudais. As cidades eram distantes uma das outras o que dificultava a centralização do poder. Por um bom período houve um rei, mas que não passava de uma figura ilustrativa.

Por volta dos séculos XI e XV os monarcas empreenderam lutas com o apoio dessa nova classe social, burguesia, para vencer os nobres, que possuíam as terras. Contar com o apoio da burguesia, era fundamental, já que precisavam de financiamento para a formação de exércitos reais. Submeter a nobreza e fortalecer o poder real, que se tornava cada vez mais centralizado.

Formação da Inglaterra

Em 1066, Guilherme, o Conquistador, duque da Normandia conseguiu conquistar a ilha da Grã-Bretanha, vencendo os anglo-saxões na Batalha de Hastings. Guilherme conseguiu colocar os senhores feudais, comerciantes e camponeses debaixo de seu comando. Começa aí, a formação da Inglaterra como Estado Nacional.

Porém a disputa pelo poder Inglês continuou. Ricardo, Coração de Leão, enfrentou grandes disputas durante o seu governo, principalmente, por conta da Terceira Cruzada, em que o rei foi o grande empreendedor, chegando a falecer durante essa guerra. O mesmo deixou a Inglaterra para lutar na Guerra Santa.

Após sua morte, que assumiu o poder foi seu irmão João Sem Terra, que pressionado pelos nobres, foi obrigado a assinar a Magna Carta, um documento em que comprometia-se a respeitar os direitos dos nobres, da Igreja e evitar a abusos da administração e da justiça, não estabelecendo a criação de impostos sem o prévio consentimento do Grande Conselho. Ou seja a autoridade do rei, estaria sujeita a lei, evitando assim o poder absoluto. A Guerra dos Cem anos também foi responsável pela centralização política desse país.

Referências

COTRIM, Gilberto. História Global, Brasil e Geral. Ed. Saraiva, São Paulo

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