O processo das independências dos Estados Africanos

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O continente africano foi a última região do mundo a alcançar a libertação do domínio colonial europeu no séc. XX, nos finais dos anos 50 e início de 60 apos as potências europeias se terem retirado dos seus postos imperiais na Ásia e no médio oriente França, Bélgica e Grã-Bretanha renunciaram o controlo sobre as possessões Africanas.

O período entre 1900 e 1950, viu a consolidação do domínio colonial, a exploração económica e alguns desdobramentos sociais na África do oeste. Ao findar a II Guerra Mundial todas as potências coloniais mantinham-se firmemente entrincheiradas e pensavam, com exceção da Inglaterra, que iriam governar a África para sempre. Os ingleses entenderam que, às colônias, deveria ser dada independência, mas, mesmo assim, consideravam a hipótese de fazê-lo depois de um período de transferência, com aprendizado, de mais ou menos cinquenta anos.

A descolonização tornou-se possível após 1945, devido à exaustão em que as antigas potências coloniais se encontraram ao se terem dilacerado em seis anos de guerra mundial, de 1939 a 1945, e a guerra também as fragilizou ideologicamente.

A Segunda Guerra Mundial debilitou a mão do opressor colonial e excitou o nacionalismo dos nativos do Terceiro Mundo. Os povos asiáticos e africanos foram assaltados pela impaciência com sua situação jurídica de inferioridade, considerando cada vez mais intolerável o domínio estrangeiro, por outro lado, os europeus, foram tomados por sentimentos contraditórios de culpa por os manterem explorados sob sua tutela, resultado da influência das ideias filantrópicas, liberais e socialistas, que remontavam ao séc. XVIII.

Em 1945 apenas quatro estados africanos pertenciam as nações unidas estabelecidas no Egipto, África do Sul, Libéria e Etiópia e em 1960 vinte e cinco novas nações do continente africano aderiram organização mundial. Com a excepção da Argélia e do congo Belga o processo da descolonização foi tranquila e pacifica, mas os Britânicos e os Franceses haviam sido compelidos a reconhecer que a sua presença na africa era insustentável, por outro lado, os regime de Salazar e da espana, de Franco recusaram a abandonar a causa da magnificência colonial, ligando-se tenazmente as suas possessões ate desintegração das ditaduras e ibéricas.

A descolonização pode ser separada de seguinte forma: primeiro aquelas regiões que não tinham nenhum produto estratégico (cobre, ouro, diamantes ou petróleo) conseguiram facilmente sua autonomia, obtendo-a por meio da negociação pacífica, segundo os países que tinham um produto, considerados estratégicos pela metrópole, explorados por grandes corporações, a situação foi diferente (como é o caso do petróleo na Argélia e do cobre no Congo Belga).

Menos de vinte anos após o fim da guerra, todas as potências coloniais, com exceção de Portugal, asseguraram a independência às suas colônias, num processo que realmente adquiriu a força de um furacão após a conquistada independência por Gana, em março de 1957.

Existe quatro motivos que enfraqueceram o colonialismo da Africa Ocidental: A primeira é a natureza do colonialismo; a segunda, o surgimento do nacionalismo; a terceira, a atuação dos movimentos nacionalistas, que ensejaram o nascimento, dentro de si, dos partidos políticos, e a quarta, a pressão posta sobre as potências coloniais pelas sociedades anticolonialistas da Europa, Rússia e Estados Unidos, especialmente pela Organização das Nações Unidas.

Em suma, o colonialismo era anti cultural. Sendo tirânico ou esclarecido, o colonialismo foi basicamente uma dominação estrangeira.

O que fez a derrubada do colonialismo na África ocidental mais ou menos inevitável, e porque isto ocorreu mais cedo do que o esperado pelas potências colonialistas, foi que o colonialismo, por certo inadvertidamente, ensejou o surgimento de um número de forças capazes de derrubá-lo. A primeira forca a surgir foi o nacionalismo local, que pode ser definido como a consciência do desenvolvimento social e econômico, e do renascimento cultural de uma nação de parte de indivíduos ou grupos de cidadãos africanos, integrantes de nações-Estados já existentes, ou que aspiravam vir a existir, somando-se a isso o desejo de conseguir liberdade política e econômica.

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