a resistência colonial na África do Norte -Marrocos e Egipto

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A África do Norte é uma região de forte influência muçulmana. Os líderes muçulmanos desta região tiveram um papel muito importante na luta contra a dominação colonial.

A resistência foi dirigida por líderes religiosos e teve como características principais o confronto militar e as alianças diplomáticas com o colonizador.

Magrebe é a região do Norte de África composta por Marrocos, Argila, Sara, Tunísia e Líbia. Esta região foi colonizada por Franca, Espanha, Itália e Alemanha. Ao penetrar no Magrebe, as potências enfrentaram uma dura resistência. Vamos estudar alguns exemplos.

Dominação e resistência em Marrocos

Durante muito tempo, Marrocos foi cobiçado pelos espanhóis que conseguiram, em 1893, derrotar o rei Hassan. Estenderam as suas conquistas ate Melilla.

Ao mesmo tempo que os espanhóis ocupavam o território, os franceses tomaram Tuati, na parte sul de Marrocos, em 1899. Aqui, a ocupação francesa enfrentou uma forte resistência dos líderes locais. Porem, a forca militar dos franceses era enorme, conseguindo derrotar a resistência em 1901.

Na tentativa de manter a sua independência, o jovem sultão de Marrocos Abd al-Azizmpediu apoio a britânicos e alemães. Estes aconselharam-no a aceitar submeter-se aos franceses.

Mais a sul, a resistência contra a dominação dos franceses foi liderada por Mulay Idrisse, um governador do sultão al-Aziz.

Outro líder de resistência importante foi o xeque Ameriyan que, entre 1909 e 1926, decretou a jihad (guerra santa) contra a penetração espanhola em Rif, no Norte de Marrocos.

A resistência na Líbia foi desencadeada por Said Ahmad al-Shaif al-Sanusi, chefe religioso dos Sanusiyya que conseguiu unir os árabes do interior e formar um poderoso exército que derrotou os italianos.

Em 1922, foi a vez de Said ser derrotado pelos italianos, mas a resistência continuou sob a liderança de Uma al-Mukhtar que depois de muitos combates foi capturado e morto em 1931.

Resistência no Egipto

Entre 1963 e 1881, o Egipto foi governado pelo que diva (nome pelo qual era conhecido o governante do Egipto) Isma´il, um líder corrupto que mergulhou o pais numa profunda crise.

Isma´il permitiu que os europeus explorassem o território, acumulando muitas riquezas, em detrimento dos egípcios cada vez mais empobrecidos.

Esta situação levou o povo egípcio a revolta. A revolta foi liderada põe Ahmad Urabi, líder carismático e muito querido do povo egípcio. Urabi desencadeou um movimento de resistência que ficou conhecido por revolução Urabista.

A revolução Urabista eclodiu em 1881 e teve o apoio de intelectuais que se tinham formado em Universidades europeus, dos quais se destacaram Djamal al-Din al-Afghani, Muhammad Abduh e Muhammad Sharif Pasha.

Descontente, o quedava aliou-se em segredo aos britânicos, que tinham grande interesse em controlar o canal do Suez, e iniciaram acções com vista a tomada do Egipto em Setembro de 1882. Um mês depois, a resistência foi dominada e o Egipto passou a ser uma colónia inglesa

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