Bioética

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Bioética
Segundo David Roy: a bioética é o estudo sistemático das dimensões morais de ciência da vida e da atenção à saúde através do uso de varias metodologias éticas num cenário interdisciplinar (bilogia e medicina) as ciências humanas (Psicanalise, Politologia, Psicologia, Sociológica) e outras como a Ética, o Direito, a Filosofia e a Teologia.
 
História do surgimento da bioética
A palavra bioética: provem do grego «bio» que significa vida e «ethos» que significa ética.
Van Rensslaer Potter Medico Oncologista e Biólogo Alemão 
Introduziu pela primeira vez em 1971 na sua obra bioética: Ponte para o futuro, como ética da vida, isto é o estudo sistemático da conduta humana na área da ciência da vida e cuidados da saúde. APOS A IIº GM a bioética consolidou-se  devido as praticas abusivas e desumanas dos médicos Nazis nos campos de concertação o Ocidente criou um código de conduta para por fim as tais actos. O código preconizava o respeito pela vida dos animais em especial do homem. Em 1974, o tribunal de Nuremberg que julgou os crimes cometidos na IIº GM, criou um código no qual se reconhece a dignidade de todos os humanos, independentemente da raça ou da cultura e nenhuma experiencia deve ser feita sem o consentimento dos mesmos. 
 
Objecto da bioética
Esclarecimento e resolução de questões éticas que advém dos progressivos avanços e aplicações das tecnologias biomédicas.  
 
Função da bioética
A bioética apresenta tripla função: 
 
  • Função descritiva: descreve e analisa os conflitos que surgiram nas sociedades devido aos progressos da técnica e da ciência na área da medicina (vida dos humanos e animais);
  • Função normativa: consiste em estabelecer normas com relação a tais conflitos, por um lado prescrever os comportamentos reprováveis e por outro prescrever comportamentos moralmente aceitáveis. 
  • Função protecionistas: consiste em proteger, na medida do possível os  envolvidos em disputas com natureza axiológica (de valores), dando mais primazia aos mais fracos. 

 

Principais temas da bioética
 
  • Eutanásia;
  • Distanásia
  • E aborto 

 

 
Eutanásia
Provem do grego «eu» que significa «bem» e «thanasia» que significa «morte» isto é Eutanásia significa literalmente «boa morte», morte apropriada, ou seja, «morte tranquila».
Pode ser definida actualmente como morte deliberada, ou seja, causada a uma pessoa que perde de uma enfermidade classificada tecnicamente como incurável é uma morte que visa aliviar o doente que se encontra no estado terminal.
 
Distanásia
É o procedimento médico que consiste no uso de tecnologias médicas para prolongar a vida de um paciente que se entra na fase terminal. 
 
Aborto
É a interrupção da gravidez quando feto ainda não pode subsistir fora do ventre materno, o aborto pode ser: 
 
  • Aborto espontâneo: aquele que ocorre devido as causas naturais, sem a vontade das pessoas ou de qualquer intervenção humana, por isso livre de qualquer avaliação moral.
  • Aborto provocado: aquele que por causa económica (falta de recursos para sustentar e criar um filho) ou socio-psificas (o desejo de não se ser mãe solteira, o ter sido vitima de uma violação – a fecundação não foi livre e consentida pela mulher), se procura intencionalmente a morte do feto, por isso, constitui objecto de avaliação moral. 
  • Aborto terapêutico: aquele que resulta como forma de salvar a vida da mãe, seriamente ameaçada devido as suas causas e a sua finalidade, este tipo de aborto não constitui objecto de avaliação moral.  

 

Outros fenómenos sociais com a dimensão ética e moral: 
A bioética trata ainda das questões relacionados com o tráfico de órgão humanos, a utilização do corpo humano no tráfico de drogas, a transfusão do sangue, plasma ou clonagem humana. 
 
Otráfico de órgãos humanos
O tráfico de órgãos é a prática ilegal de comércio de órgãos humanos (coração, fígado, rins, etc) para o transplante de órgãos. Há uma escassez mundial de órgãos disponíveis para transplante, contudo o comércio de órgãos humanos é ilegal em todos os países, exceto no Irã. O problema do tráfico ilegal de órgãos é generalizado, embora o dado sobre a escala exata do mercado de órgãos é difícil de obter. Se deve ou não legalizar o comércio de órgãos, e a maneira adequada de combater o tráfico ilegal, é um assunto de muito debate.
Os traficantes de órgãos operam de várias maneiras: as vítimas podem ser sequestradas e forçadas a desistir de um órgão, algumas, por desespero financeiro, concordam em vender um órgão, ou são enganadas ao acreditar que precisam de uma operação cirúrgica e o órgão é removido sem o seu conhecimento; algumas vítimas podem ser assassinadas.
leia também sobre
 
 
Bibliografia

Belmont Report: Ethical Guidelines for the Protection of Human Subjects. Washington: DHEW Publications (OS) 78-0012, 1978;

Beauchamp TL, Childress JF. Principles of Biomedical Ethics. 4ed. New York:

Oxford University Press, 1994;

Material didático;

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