Terceira Guerra Púnica (150-146 a.C)
Depois de vencerem na segunda guerra púnica, os romanos pareciam ter o caminho livre para que pudessem conquistar o restante do Mar Mediterrânio. Com as diversas restrições impostas pelos romanos após o fim da Segunda Guerra Púnica, os cartagineses passaram a centralizar suas atividades no campo agricultura. Cartago não podia guerrear nem estabelecer rotas comerciais sem o consentimento de Roma. Mesmo assim os cartagineses não paravam de trabalhar e prosperar.
Em pouco mais de meio século os produtos colhidos em Cartago já estavam rivalizando com os produtos romanos. Este renascimento comercial cartaginês encontrou inimigos no Senado; o principal crítico e incentivador da destruição de Cartago era Marcus Cato, o Velho, que lutou na Segunda Guerra Púnica e sempre terminava seus discursos com a frase “Delenda est Carthago!”, que quer dizer em tradução livre: “Cartago precisa ser destruída!”.
Os discursos de Cato encontravam simpatizantes entre os patrícios, que viviam em Roma mas tinham latifúndios espalhados pelos territórios romanos e viviam justamente da renda das plantações nestas terras.
Como Cartago não podia guerrear, os romanos mandaram os Númidas -um povo na época recém-aliado de Roma , atacar territórios cartagineses.
Durante três anos Cartago pediu junto ao Senado o direito de defesa, e este direito foi negado todas as vezes. Quando Cartago enfim resolveu revidar, em 149 a.C., os romanos usaram o facto como motivo para atacar.
Cartago ficou cercada por mais três anos e foi completamente destruída em 146 a.C.. O cerco à cidade foi tão violento que estima-se que poucas pessoas sobreviveram às investidas das legiões romanas. No fim, apenas 50 mil pessoas foram levadas como prisioneiras. A cidade foi completamente arrasada, suas construções destruídas e, dizem, a terra da cidade foi salgada para que nada mais nascesse naquele chão.
Os territórios cartagineses ficaram definitivamente sob domínio romano, e após o fim da Terceira Guerra Púnica, Roma ganhou destaque definitivo como maior potência da Antiguidade, conquistando cada vez mais territórios e aumentando suas áreas de influência nos dois séculos seguintes.
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